Responsabilidade social
O que é inclusão
digital
As novas tecnologias, em
particular a Internet, vieram
para ficar e já começam
a alterar o comportamento
da sociedade, como um dia
fizeram o telefone, o rádio
e a TV. Somos hoje a Sociedade
da Informação,
tendo em nossas mãos
uma infinidade de soluções
digitais cada vez mais surpreendentes
e poderosas.
No entanto, todos estes avanços
ainda não estão
disponíveis para toda
a população.
Custos altos, falta de infra-estrutura,
ausência de capacitação
e de uma política definida
para a inclusão digital.
As novas tecnologias
de comunicação
e informação
devem ser compartilhadas o
quanto antes, caso contrário
estaremos correndo o risco
de criarmos uma nova casta:
os excluídos digitais.
A Sociedade da Informação
tem que ser para todos, sua
democratização
deve possibilitar que toda
a população
tenha acesso às novas
tecnologias, utilizando-as
em todo o seu potencial, incluindo
aí o acesso à
rede mundial. O consumidor
não precisa mais sair
de casa para conferir seu
saldo bancário, fazer
aplicações,
pagar suas contas, comprar
bens e serviços. Isso
faz do computador uma excelente
ferramenta comercial.
O assunto é de relevância
mundial, diversos organismos
internacionais como o Banco
Mundial, o Fórum Econômico
Mundial, o G-8 (vide reunião
de Okinawa) vêm trabalhando
na busca de soluções
e no alerta para os perigos
do analfabetismo digital.
O principal documento que
ratifica a importância
da Inclusão Digital
foi publicado pela Organização
das Nações Unidas
(ONU) no final do ano passado.
Em seu Relatório Anual
de Desenvolvimento Humano,
a Organização
não só priorizou
as novas tecnologias como
as colocou como facilitadora
de avanços sociais.
Para melhor visualizar a questão,
a ONU estabeleceu um novo
indicador para o Desenvolvimento
Humano: o Índice de
Avanço Tecnológico
(IAT), criado para avaliar
a produção e
disseminação
das novas tecnologias e, acima
disso, seu aproveitamento
pela população.
Foram analisados 72 países
onde houve acesso à
dados confiáveis. O
Brasil ficou em 43º lugar.
O índice leva em conta
a criação e
capacidade de inovação
em novas tecnologias, difusão
das mais recentes conquistas
assim como das tecnologias
mais antigas (eletricidade
e telefonia, por exemplo)
e habilidade intelectual,
ou seja, a taxa de escolaridade.
O delicado ranqueamento brasileiro,
atrás de países
como Panamá, Trinidad
e Tobago e Romênia,
mostra que precisamos investir
ainda muito mais tempo e recursos.
Por isso é importante
a mobilização
de esforços coordenados
de empresas, governo e sociedade
civil para a criação
de condições
à expansão da
rede no país, fortalecendo
a consciência social
entre as empresas de telecomunicações
e tecnologia, e por que não
dizer através da conexão
telefônica gratuita
para organizações
educacionais e da sociedade
civil (0800), infra-estrutura
adequada (hoje, um pouco mais
de 350, dos 5507 municípios
brasileiros, dispõe
de infra-estrutura local para
a internet), equipamentos
mais baratos e locais públicos
de acesso à internet
para que possamos diminuir
a exclusão digital.
Para um efetivo progresso,
é necessário
que este assunto também
esteja presente na elaboração
de uma política de
informática equânime
e justa.